quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Eu sou o centro do universo!

Muitas correntes estudam que o mundo real é aquele mundo que independe de nossa existência para existir. Logo, o irreal, ou imaginário, seria aquela interpretação falha do ser humano sobre os verdadeiros assuntos, objetos, verdades, morais, discussões, bom, qualquer coisa.
Por que interpretação falha? Bom, como o homem interpreta qualquer coisa? Através dos 5 órgãos do sentido, ou seja, tato, olfato, paladar, audição e visão; e alguns acreditam que a intuição possa ser o sexto. Um exemplo bom pode ser o seguinte, se você usa óculos, sua visão não é totalmente condizente com a realidade. É fácil pegar a ideia de que os sentidos não são 100% precisos, e ainda variam de pessoa para pessoa, ou seja, algo totalmente subjetivo. Além dos sentidos há a questão da razão, emoção, espiritualismo, conhecimento e experiência (todos, de maneira generalizada, ligados à experiência). A razão pode, nem sempre, ser totalmente segura. Muitas vezes vimos as afirmações da ciência mudar. Cada emoção será passível de uma interpretação diferente em decorrência do estado neurológico. Espiritualismo irá influenciar em determinada decisão sua por ser, enquanto religião, o pensamento de outra pessoa e, enquanto ateísmo, uma visão, de certa forma, preconceituosa à fé de outros. O conhecimento nem sempre é verdadeiro e as experiências influenciam no olhar de determinada situação, como se você nunca passou fome, nunca saberá a verdadeira realidade desse fato.
Aqui está explicado o porquê de nossas interpretações estarem, de certa forma, errôneas para com a realidade.
Então, a realidade é algo que independe de nossas ações e interpretações.
Será isso mesmo? Quem disse que não somos donos de nosso próprio universo. Que nossa vida é apenas uma ilusão criada por nossas mentes. Uma única mente pode estar por trás disso, ou muitas mentes também podem. Seria interessante vivermos dentro de um Matrix, que na verdade, vivemos.
O mundo é formado por máscaras. Máscaras da política, do capitalismo, das falsas amizades, do interesse, do egoísmo, de nossas interpretações. Máscaras, máscaras e mais máscaras. O mundo é uma máscara em si. Cabe a nós retirará-las, dependendo de nossas vontades e desejos. Enxergarmos o mundo como realmente ele é, seja ele um mundo verdadeiro o não. Não podemos ter medo da verdade. Ela deve ter medo de nós, pois com um grande refinamento de nossa interpretação, encontrá-la-emos. Acabemos com esse grande eufemismo que nos cerca!

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